
♥
♥
arquivos //
etc
heartless.blogspot.com
 A vicious little boy.
(Visualizar perfil completo)
|
quarta-feira, 31 de março de 2010 @ 00:43
em águas turbulentas me afogo
meu corpo busca ar na superfície
mas a mesma mão que me puxa pelos cabelos
empurra a base da minha cabeça com força tremenda
e a pressão de ser puxado
é a mesma de ser empurrado
a água continua a invadir minhas narinas
elas estão latejando e borrifando sangue
logo estarei afogado em vermelho
que deixa a o líquido do meu pavor
cada vez mais espesso, cada vez mais difícil de engolir
todo o fluído que meu pulmão não da conta, arranco pela garganta
é a doença do eterno naufragado sem bote
e as sereias tomam a correnteza sanguinária
sentem o gosto de sangue na boca mas de olhos fechados
encontram águas mais calmas e puras
a mão não vai me puxar dessa vez, arrancou-me todos os cabelos
e minhas pernas não conseguem fazer o movimento, não querem
todas as criaturas marinhas perecem infectadas
e aos poucos afundo até as profundezas mais escuras,
porém - não vermelhas
finalmente durmo, nadar cansa
domingo, 28 de março de 2010 @ 23:46
vocês são espantalhos
eu sou corvo
rodeando, rodeando
pousando, bicando,
pra mim vocês não sentem nada
e eu, nem sei realmente voar
mas o faço, sou o pior dos pássaros
são montados, vestidos, me causam medo
mas não me espantam, pois sou corvo
e me alimento da feiura
corvo cor de gosto ruim
corvo cor de pedra de gelo
corvo cor de egoísmo desastrado
espantalho não sorri,
espantalho não vive,
generalizo guiado pelo ódio
de ser corvo, curvado em seus ombros
@ 23:38
estou ignorando todos os escritos biológicos
meu corpo não funciona da maneira que deveria
sistema sentimental, devia ser estudado
no meu caso, é comprovado
há pessoas que me fazem funcionar melhor
existem outras que desligam meus sentidos
procuro alguma personalidade que seja medicamento
e que não deixe de fazer efeito com o tempo
tenho de ser egoísta e analisar friamente sentimentos
se não for, meu corpo paga a falta de precaução
nunca serei saudável, sendo eu mesmo
sábado, 27 de março de 2010 @ 18:21
contos de terror tragam sentimentos escassos
em que iniciativas sem mais de uma consequência
tomam espaço
sublinhando o medo de forma pura e morta
sem tese, antítese ou síntese
só um propósito que significa escapar da morte
explodindo e esgotando a mesmice
os corações choram calados, pois entendem o recado
sabem mais do que nunca que morrer é como nascer
se torna normal
quando se deparam com algo acima do brutal
cadáveres esverdeados empalidecidos
sem cerimônia e enterrados mecânicamente as pressas
pois a noite precisam saber que estão vivos
@ 01:28
o medo de lidar não explica a vontade de julgar
ou explica
o pré-pensamento de mãos dadas com o superego
me faz odiar, ainda mais quando me tira o sossêgo
sossêgo para o superego
ou não vou conseguir nenhum emprego
em que eu tenha que me envolver
desapego
não pego, nem despego
despenco
pego mais uma vez por meu superego
superegrino
recrimino o normal
e sinto saudades das pessoas anormais
surrealismo real
como posso me apaixonar por algo assim?
quinta-feira, 25 de março de 2010 @ 21:00
um garoto um dia sonhou
que iria criar asas nos pés
que carregaria paixões e arte em seu convés
sonhou que poderia enterrar a dor
e colher o amor,
e partilhou o seu sonho
com as ninfas da floresta
que ficaram seduzidas e também confusas
com as palavras do seu olhar
mas elas não podiam amar,
podia esse garoto
sair do mundo dos esgotos
um humano que descobriu o caminho esquecido
onde só os deuses os passos ecoavam
sentiu que não poderia ser encontrado,
as ninfas então descobriram um sentimento proibido
mas se deram conta que só fazia sofrer
do garoto sentiram inveja, por dominar o amor
o egoísmo... cegou seus olhos de petálas
e decidiram contar aos deuses, sobre o garoto na floresta,
os deuses então, furiosos por tal afronta
invadiram o existir do pobre ser errante
e o fizeram delirar,
odiando o quanto era apaixonante,
de volta aos esgotos tudo pareceu apenas um lúcido sonho
caminhou pela água suja, evitando os seres bizonhos
cadávericos olhares que lhe faziam pensar de um modo inexplicável
o olhar doce das ninfas
brilhando camuflados no mato,
estava preso em um mundo que de fato nunca existiu
e pensou que seus sonhos - eram surrealismo embassado
volta-se para a multidão alienada
volta-se para mais um gole da garrafa.
quarta-feira, 17 de março de 2010 @ 12:58
uma cidade velha e antiquada
empoeirada, maldita, mal-amada
sempre com o tempo fechado
sempre com o céu embassado
há uma década do mundo afastada
almas vagando não enxergam a nada
seus dentes estão todos caídos
seu cheiro é de algo não vivo
carne crua, mancha escura
pessoa de rua, juventude muda
devotos da cegueira, devotos da bebedeira
oh, tirem-os de lá!
suas cabeças estão enfaixadas
o podre escorre de suas faixadas
a nostalgia é o presente
um forasteiro é um presente
de dia envolto por mãos quentes
e de madrugada o farão descrente
de seu coração, alma e mente
pergunte para um de seu povo
se querem por o pé na estrada
se querem limpar o mofo
eles dizem:
nos deixem,
somos morto-vivos, somos doentes.
nos deixem,
aqui é a cidade da felicidade dor/mente.
terça-feira, 16 de março de 2010 @ 01:32
mais um cigarro para mais um poema
ou mais um poema para mais um cigarro
marteladas no papel
escrever é
uma tentativa de lhe esculpir
escrever é
mais uma tentativa de sorrir
como aquele dia
queimando insetos numa praça vazia
nós eramos tão próximos e fortes
e por dentro - eu sorria
e agora o que me resta
não são seus beijos amargos
e sim um trago miserável
e agora o que sobrou
não foi sua voz doce e melancólica
mas palavras sem glória
uma vez eu te disse
que lhe procuraria em cada alma vazia
ainda a procuro,
mas no meio de poesias.
@ 01:21
uma mente que grite
um peito que rasgue
uma alma que nasce
um paraíso seguro
um brinquedo na estante
que acaba num instante
uma boca que morde
um olhar que comove
uma coração que morre
um garoto que chora
uma garota que implora
por coisas que foram embora
um homem que não sonha
uma mulher que não inspira
condenados pela vida
um tronco cansado
uma mente atrasada
uma realidade abstrata
mais um corpo enterrado
que não foi compreendido
isolado,
sozinho,
sepultado.
sábado, 13 de março de 2010 @ 23:30
eu sempre me apaixono muito cedo quando alguém conversa com o coração eu sempre me dou conta que esqueço de tentar manter a razão mas seus olhos, eles falam demais, pedem demais assim como meu corpo grita pedindo para eu vê-los com os meus próprios não implorarei que me ame, embora cada pulsar do meu peito é uma lágrima pedindo para que eu lute por seu amor um amor de dente-de-leão que pode ser desfeito apenas com seu suave sopro tenho certeza que quando inclinar a cabeça e delicadamente fazer com que o ar se torne graça, encantadoramente destruindo meu trêmulo sentimento seus olhos estarão dançando para o chão fugindo de algo que oferecerei em vão eu irei ver flutuar, congelando todas as sensações os pequenos pedaços do meu coração-de-leão um sorriso correrá, nas nascentes dos meus lábios porque sei que a vida não é se ter o que quer nem o que merece a vida é admirar seus olhos dancentes e penetrantes dormir e sonhar, que um dia cruzarei com seu olhar sendo seu ou de outra pessoa tão bela quanto.
quinta-feira, 11 de março de 2010 @ 02:45
e será agora quando o céu mesmo de um limpo azul se tornará um grande buraco acinzentado onde todas minhas memórias despencarão e saberão todos como me sinto miserável
hoje meu coração jamais será acalorado hoje, nem o dia mais ensolarado trará luz - enquanto carrego meu fardo
minha poesia hoje é fraca, trêmula me olha obscena e se envergonha de ter sido feita
minha vida hoje é vazia, pequena fácil de ser apagada tingida de sangue, será quase nada
trêmulo, tremo, temo ao filme que minha vida não é que assistirei hoje, em pé queimando o estomâgo ardendo o meu olho deixo-me às pressas vomitando o sufuco.
quarta-feira, 10 de março de 2010 @ 22:06
se eu me interessar por você vai dizer, que não faz por merecer? vai dizer, que não é de se envolver?
se eu quiser ser alguém pra você vai dizer, pro meu tempo não perder? vai dizer, que não devemos sofrer?
bom, eu acho que seus sonhos devem ser pouco risonhos bom, eu acho que eu realmente posso unir as nossas mentes você não sente?
se eu disser, que tenho muito a oferecer vai virar seu rosto e correr? se eu tiver, disposto a merecer vai negar até morrer?
bom, eu acho que meus sonhos são fortes e risonhos bom eu acho que, realmente posso unir as nossas mentes
sente, sente-se abra o coração e a mente porque eu tenho as chaves seja paciente.
terça-feira, 9 de março de 2010 @ 23:56
oco ..... estagnado neutro ..... morro completamente louco ..... sem gosto na boca
morto ..... vivo sem sentimento sentido ..... sem sentir o sentido caindo ..... subindo caindo ..... subindo
poço ..... abismo sem notas que agradam ..... uma queda me aguarda nenhuma face ..... face nenhuma que meu corpo reconheça ..... que me salve e mereça
corpo empalhado ..... corpo enterrado som desligado ..... aqui desmaiado nenhuma face ..... face nenhuma que minha alma agradeça ..... nesse leito quadrado
segunda-feira, 8 de março de 2010 @ 20:30
vida parada desandada, desalmada corro pras escadas de cara amarrada
sinto meu rosto ossudo, um fosso voltado pra dentro do meu próprio sufoco
escrevo minha vida com um pincel de fumaça cinza, densa incorpórea rajada
se apaga, se acende borra ao nada engulo-a, vomito-a e tudo se arrasa.
@ 20:15
não é como assistir um filme meus olhos captando claras imagens com traços fortes e firmes não seria tão fácil
como se o próprio diabo emergisse do seu lar para apontar e mostrar o que perdi e perco a cada dia não morri, mas nasci pra uma vida clara, mas vazia
não uma história de mistérios onde no fim tudo se esclarece são peças espalhadas em um verde gramado regado a álcool e bocas que não se acham
o gosto de café forte penetrou e ficou sentimentos com paladar e uma vida de azar mas eu sabia que não seria tão fácil.
domingo, 7 de março de 2010 @ 22:09
 amizade pura de ciranda quando o mundo gira mas nada anda são seus braços que procuro em um abraço de criança
@ 21:58
quarta-feira venha regada de faces coloridas e de lábios de cereja
não estou esperançoso não é Ela que eu ouço chegar meu peito anseia a utopia de amar
mas venha quarta-feira regada de sementes coloridas e de sorrisos nas avenidas
não anseio mais do que devo pois não são meus sonhos que vão chegar mas pode ser, sim algo para com eles acabar
inofensivo dia da semana que dopa, sorri e faz dormir
sexta-feira, 5 de março de 2010 @ 22:04
não me sinto poderoso transformador, conquistador ou vivo não me sinto charmoso persuasivo, simpático ou atrevido
não me sinto amigo companheiro, ouvinte, passivo não me sinto filho presente, atencioso, querido
não me sinto limpo lúcido, saudável, ativo não me sinto festivo bocas, bebidas, sorrisos
apenas me sinto sozinho apenas me sinto exceção apenas amo sem pensar mas me proibido de ter coração
@ 10:09
percebi que quando for só eu apenas eu por mim mesmo dispararei convites de para companhias desejadas
dispararei tiros de puro desespero mesmo sabendo que não quero atingir nenhum alvo pois só quero mirar minha própria cabeça
mas é assim, não termino nada que começo então disparo aos outros como se mata-los fosse me criar uma vida
sou um vampiro sugando maus sentimentos disfarçados de sonhos improváveis
meu erro foi crer que você era como eu que iriamos sugar o pescoço um do outro em um bizarro laço esticariamos nossos pescoços lentamente por um momento pareceriamos duas serpentes
uma mordida venenosa foi o que sobrou ao meu pobre corpo flutuante
quinta-feira, 4 de março de 2010 @ 23:01
 a todos que pra trás deixei são vocês quem mais amo por isso os deixei são com vocês que muito me preocupo e me culpo não merecem seguir ao lado de algo tão destrutivo ah meus amigos, a saudade que eu sinto mesmo sem nunca ter visto sigo por outro caminho onde não posso afetar nenhum de vocês voltei ao meu mundo de atuação onde posso ser quem não sou perto de vocês, eu era real demais eu sentia demais...e sentir me dói, meus amigos eu fiz uma promessa de que nunca abandonaria grandes amigos talvez eu tenha chegado tarde demais eu nasci atrasado espero que leiam, identifiquem - e guardem com carinho o amor que sinto a cada pulsar do meu peito fiz isso por vocês... o que faço por mim tende ao egoísmo isso não é poesia, não são palavras bonitas são feias e doídas e eu mal consigo chorar. estou me inundando por dentro, afogando meu coração meus estimados amigos, me perdoem por ser quem sou apenas vou lutar para me igualar a vocês em beleza meus queridos amigos que nunca pude ver, que nunca pude realmente conhecer e apoiar meu maior apoio é me afastar.
se um dia eu voltar, esqueçam tudo. foi porque eu realmente atingi o estado de leveza que seus belos rostos e corações de fato merecem.
@ 21:52

thank you stranger, for your therapeutic smile.
@ 21:43
deixe-se ser deixe-se evoluir o fundo da garrafa é apenas vazio
a última página de um livro é o perpetuamento de uma boa memória
pensem pensem parem de agir como se tivessem empregados em nada ser
quarta-feira, 3 de março de 2010 @ 23:20

i really loved you
@ 21:47
não encontrei nada nos braços que ansiei anseio diariamente uma nova ânsia pinto com tinta vermelha tudo o que não sei
minhas mãos estão sujas de lama as unhas pretas, a pele grudenta me desespero apenas para passa-las ao rosto pra me tornar de fato um monstro
dizem eles: não conseguimos ver seu sorriso e nunca poderão meu riso está no atrás do cabelo que cobre a nuca na sola do pé e em fragmentos que nunca,
nunca distingui se verdadeiros eram pouco entenderão do que represento ao nada
me chamarão pelo nome, chorarão pelos momentos me darão um caixão, flores e um terno mas vou sozinho - ao que represento.
o fim a solidão o começo.
@ 20:51
e eu que não confiava em platão assim como plutão tive meu universo arrancado de mim tudo que eu considerava certo, em meu trono de segurança destruído como um amor de criança, impossível porém inevitável faltam palavras pra dizer pois sei que és o mais forte dos seres não sou capaz de transpor essa barreira, enxergo o horizonte (seus olhos) por detrás do concreto tão infantil e inconsequente como alguém desprovido de sentimentos todos diluídos no que se transformou essa paixão platonica, ou não nunca confiem em platão pôs um amor em uma caixa e colocou nela seu nome sei que amanhã é dia de arrependimento, mas agora é força do momento e nada mais belo que o agora, o improvável, o sentimento abstrato um tolo que reza e faz suas preces por apenas um olhar tranquilo vindo do seu céu deixo nas mãos do destino o que sinto agora, e sei que mantenho pra sempre tua força me enfraquece, não posso deixa-la existir no meu mundo pois sua beleza insignifica minha existência mas sei que o meu ser só se importa em sentir, porque isso é viver... sonhar em te ter. platão nunca teve razão, muito menos eu. a razão me impede desse sentimento, mas vá, deixe que me machuque...pelo menos sinto, pelo menos a sinceridade emana do meu ser.
@ 20:50
nada procurei dentro das cortinas do pensar e nada
o ódio de uma traição destrói o mais puro dos sentimentos cuspe cuspe cuspe um jato de cuspe no meio dos olhos lavando coisas boas e ruins
queria eu ser mais forte que meu corpo rir no meio da tempestade pois ultimamente vivo no meio dela
só me explique o motivo de criarem entre os humanos monstros são capazes de comerem vivo o seu coração
escondi o meu embaixo da cama e dentro do armário
no meio dos monstros
@ 20:49
saudades de coisas velhas e ruguentas como abraço de mãe pela manhã que tento me desvencilhar com desdém infinito e inexplicável
a maneira como uma barreira de gelo se forma em quem me tem apreço a preço de desespero - me desvencilho
quando te vi - era velha e ruguenta o céu foi cinzento e parecia que chovia mas hoje sonhei com sua pele de neve e com seus cabelos de vento
mas quando o vejo sedoso e grudento me desvencilho pois
ninguém tem o direito de me querer
crio um cavalo imaginário e corro por campos de dente-de-leão
eles me acariciam mas não me querem
o amor é dente-de-leão sua forma é bela e perfeita e ele nunca vai te querer por mais que o toque pareça carinhoso
então, mesmo sem querer eu o sopro e vejo o verdadeiro nada mas os fragmentos continuam a voar pelo céu
como as meixas do cabelo que sonhei que você tinha mas você é uma planta rosa e forte
e só consigo mirar os espinhos
@ 20:48
esse é o tiro da minha alma minha alma está trincada
costurada ao meu corpo linha, sangue, bile formam uma viagem de carro turbulenta
minha vida é uma viagem de carro turbulenta e eu vivo correndo pelas curvas ânsia ânsia criânsia
toda vez que vejo uma moça bonita meu estomâgo ri como criança
todo novo amor, é um presente de natal as luzes brilham naquela noite músicas tocam de caixas de som escondidas nas nuvens e a noite é mais azul do que o azul escuro
um amor mostra-se uma mentira numa seguinte fração uma mentira de natal as luzes e a música são efeitos da própria traiçoeira mente que produz
o mesmo jato de sangue quente que é o tiro da minha alma direto no estomâgo
sonhei que conheci meu verdadeiro amor na noite de natal
@ 20:46
meus olhos estão bem abertos a todo momento mas prefiro chamar fragmento pois nada está completo, nem a vida a vida é a junção dos momentos, colados como cacos de um vaso que quebrou
não aprecio nenhum fragmomento da vida não me culpe, estou regado de uma ânsia incurável pois quero juntar todos os cacos mas eles sempre parecem estar apenas colados nunca juntaremos de verdade nossos corpos, apenas poderemos cola-los por um segundo terminável quem me dera eternizar um abraço
se eu fosse uma cor, seria primária para me misturar em outras cores nenhum fragmomento é decomposto nenhuma vida se mistura - pois sujeira com sujeira só me faz ver mais lixonão somos cores, somos lixos
não formamos novas vidas mas enxergo cor em seus olhos poderia me arranca-los e coloca-los dentro do meu peito? eu sonhei que eu tinha um olho amarelo e você um vermelho
juntos formamos um sol pena que todo dia era cinza
azul pra mim é cinza cinza é fragmomento
vamos inundar o mundo com laranja! você é um pedaço cheio num vaso quebrado
@ 20:45
gostaria de te desenhar na fumaça do fogo de um fogo depois iria ver queimar seus lábios, cílios e todo
seu corpo em cinzas seria fácil de fazer caber numa caixa de vidro e ouro quem sabe chamaria de tesouro
mas como descrente de toda riqueza apenas te queimo e te mato pra sentir alguma leveza lhe guardo na caixa e te jogo pelas costas sem delicadeza sem beleza
uma caixa de vidro e ouro porque acho bonito mas nao significa nada porque não sei sentir o que todos sentem ou mentem
@ 20:44
E não entendo a diferença entre sonho e pesadelo ambos riem e apontam e me levam ao desespero
querer o irreal é o meu karma que transborda na minha cama fecho os olhos e logo vejo que sozinho seguirei quase morte, um sopro, um beijo lembra quando e como amei
descobri uma pedra de gelo fincada em meu crânio
descobri meu desespero nos meus sonhos e pesadelos
@ 20:42
soam os alarmes, façam-se alardes pois descobri novamente peço de joelhos - por favor, me dê o que mais quero. injusto pedir, tão delicadamente. insano cuspir, tão violentamente - todas essas promessas do sentir
gritar aos céus não resolveria, gritar aos céus seria engolir agonia, minha voz pede por dizer essas palavras no pé de seu ouvido não como grave, nem agudo, nem gemido - como um sopro
um sopro ao pé do ouvido pra demonstrar o que sinto um sopro em seus olhos pra tornar isto bonito
sei que não aparento ser o que digo culpa das minhas palavras são maiores que meu coração
e como quase ganhas meu coração, fique também com as palavras penso que desse ponto começamos e terminamos mas guarde essas palavras não em dias, nem em anos
guarde-as agora e as sinta sinta um sopro ao pé do ouvido.
|