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uma cidade velha e antiquada empoeirada, maldita, mal-amada sempre com o tempo fechado sempre com o céu embassado há uma década do mundo afastada almas vagando não enxergam a nada seus dentes estão todos caídos seu cheiro é de algo não vivo carne crua, mancha escura pessoa de rua, juventude muda devotos da cegueira, devotos da bebedeira oh, tirem-os de lá! suas cabeças estão enfaixadas o podre escorre de suas faixadas a nostalgia é o presente um forasteiro é um presente de dia envolto por mãos quentes e de madrugada o farão descrente de seu coração, alma e mente pergunte para um de seu povo se querem por o pé na estrada se querem limpar o mofo eles dizem: nos deixem, somos morto-vivos, somos doentes. nos deixem, aqui é a cidade da felicidade dor/mente. |