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ele ali, enxerga sua nuca? é uma entrada maluca, cheia de culpa pensa bobagens avulsas inventando o que não condiz porque sabe que pensa que o quê não sabe se realmente sabe é na verdade o que a mente diz pois até a inverdadeira sentença faz fácil que se torne crença é só mais uma doença que enfia pelo nó da cabeça que é a nuca que lhes apresento E quando já parecia que o fogo estava extinto Num momento que eu pensava ingenuamente ser só um... Admito, Repito, Regrido O maldito grito torná a ecoar no meu peito doído, faminto Sentado, ilhado por uma paisagem que nada diz, busco o alívio Que perdi segundos atrás nos braços de alguém capaz de compreender Ou talvez seja só a carência de cada ser, Que nos mantém unidos, apesar de não dar ouvidos ao que o próximo tem a dizer Me sinto agora uma pessoa mais fraca do que o costume Por que sou tudo que aprendi a não ser, vou lhe dizer... Dependente, lunático, esperançoso Um vira-lata desesperado por um pedaço de carne e osso Invejo quem ainda pode lutar por algo concreto, confesso Que perdi cada segundo da minha vida buscando alguém capaz de entender Que a carência dentro do vazio de cada ser, Não é algo que devemos tentar compreender, mas sim ajudar ao próximo a esquecer perdi minhas definições para o sentimento de amar violentou-se e depois salgou a boca pra rimar com mar minha lua não tras mais a maré, amar era assim os pés molhados colam-se na areia onde insetos caminharam, onde tartarugas mostraram a vontade de viver costumava ser tão simples como quebrar uma casca e preguiçosamente caminhar ao mar depois viria até me enxarcar em novas águas não, nunca, jamais mais prefiro a solidão do campo, a liberdade do cavalo o mar verde solitário, sem nenhum abalo sem seguir em direção aos predadores e quem sabe provar de algumas maçãs, pequenas mordidas o verde em contraste com o vermelho, me demonstra vida crianças vazias peguem o primeiro barco rumo a ilusão sobem agora nas costas doloridas de alguém que perdeu a razão mas atos maldosos, chamam por consequentes pensamentos dolorosos que ao cair da noite toma conta do vazio ingênuo ah crianças, o mundo parece tão perto do centro quando se degola um adversário aparentemente doente crianças frias caminham dançando ao lado da multidão cabisbaixa mas sei que conseguem identificar as próprias faces misturadas ao meio da massa e se ferir é viver, se amar realmente é sofrer pago minhas contas sem dizer que amo vocês, mesmo que planejem homícidios mesmo que a dor seja um belo vício são só crianças sonhando, que o veneno é morango |