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heartless.blogspot.com
A vicious little boy.
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nó na nuca segunda-feira, 26 de abril de 2010 @ 22:29
ele ali, enxerga sua nuca?

é uma entrada maluca, cheia de culpa

pensa bobagens avulsas

inventando o que não condiz

porque sabe que pensa que

o quê não sabe se realmente sabe

é na verdade o que a mente diz

pois até a inverdadeira sentença

faz fácil que se torne crença

é só mais uma doença

que enfia pelo nó da cabeça

que é a nuca que lhes apresento


não sei ser amparado sábado, 24 de abril de 2010 @ 13:17
E quando já parecia que o fogo estava extinto

Num momento que eu pensava ingenuamente ser só um...

Admito, Repito, Regrido

O maldito grito torná a ecoar no meu peito doído, faminto


Sentado, ilhado por uma paisagem que nada diz, busco o alívio

Que perdi segundos atrás nos braços de alguém capaz de compreender

Ou talvez seja só a carência de cada ser,

Que nos mantém unidos, apesar de não dar ouvidos ao que o próximo tem a dizer


Me sinto agora uma pessoa mais fraca do que o costume

Por que sou tudo que aprendi a não ser, vou lhe dizer...

Dependente, lunático, esperançoso

Um vira-lata desesperado por um pedaço de carne e osso


Invejo quem ainda pode lutar por algo concreto, confesso

Que perdi cada segundo da minha vida buscando alguém capaz de entender

Que a carência dentro do vazio de cada ser,

Não é algo que devemos tentar compreender, mas sim ajudar ao próximo a esquecer


amaré segunda-feira, 5 de abril de 2010 @ 12:57
perdi minhas definições para o sentimento de amar

violentou-se e depois salgou a boca

pra rimar com mar

minha lua não tras mais a maré, amar era assim

os pés molhados colam-se na areia

onde insetos caminharam, onde tartarugas mostraram

a vontade de viver


costumava ser tão simples como quebrar uma casca

e preguiçosamente caminhar ao mar

depois viria até me enxarcar em novas águas


não, nunca, jamais mais


prefiro a solidão do campo, a liberdade do cavalo

o mar verde solitário, sem nenhum abalo

sem seguir em direção aos predadores

e quem sabe provar de algumas maçãs, pequenas mordidas

o verde em contraste com o vermelho, me demonstra vida


vários lados da moeda quinta-feira, 1 de abril de 2010 @ 09:24
crianças vazias

peguem o primeiro barco rumo a ilusão

sobem agora nas costas doloridas

de alguém que perdeu a razão

mas atos maldosos, chamam por

consequentes pensamentos dolorosos

que ao cair da noite toma conta do vazio ingênuo

ah crianças, o mundo parece tão perto do centro

quando se degola um adversário aparentemente

doente


crianças frias

caminham dançando ao lado da multidão cabisbaixa

mas sei que conseguem identificar as próprias faces

misturadas ao meio da massa

e se ferir é viver, se amar realmente é sofrer

pago minhas contas sem dizer

que amo vocês, mesmo que planejem homícidios

mesmo que a dor seja um belo vício

são só crianças sonhando, que o veneno é

morango